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Regra nº. 2 para riqueza — A diferença entre ativos e passivos

Caixa de texto: Conforme se desenvolve no livro Pai Rico, Pai Pobre, de Robert T. Kiyosaki, se você deseja ficar rico, tudo que você precisa conhecer é: a diferença entre um ativo e um passivo. Além disso, você deve comprar ativos e evitar comprar passivos. Essa idéia pode parecer absurdamente simples, mas ela é única. A maioria das pessoas passa por dificuldades financeiras justamente por não reconhecer a diferença entre um ativo e um passivo.
Você já viu na matéria passada alguns conceitos de ativos e passivos, além de alguns exemplos. Relembrando, ativo é tudo aquilo que põe dinheiro no seu bolso e passivo, tudo aquilo que tira dinheiro do seu bolso.
Para simplificar, pode-se utilizar os seguintes padrões de fluxos de caixa:










O seu orçamento pode ser entendido como o constante desequilíbrio entre RENDA (seu salário mensal) e DESPESAS (seus gastos do mês). Quanto maior a renda (salário) e menor a despesa (gastos), maior o dinheiro poupado. O contrário, maior as despesas e menor a renda, mais dívidas, certo?
Observe novamente o diagrama: o ativo faz entrar mais renda em seu orçamento. Já o passivo gera despesas (o que faz com que se perca dinheiro).
É fácil, se o ativo põe dinheiro no meu bolso e o passivo tira dinheiro do meu bolso, isso é só o que você realmente precisa saber. Se quiser ficar rico, passe simplesmente a sua vida comprando ativos. Se quer ser pobre ou pertencer à classe média, passe a vida comprando passivos.
Seu carro, por exemplo, é um passivo. Por mais que as pessoas gostem de encará-lo como um ativo, um investimento, elas estão enganadas. Trata-se de um passivo.
Lembre-se: Só pelo fato de o automóvel zero km sair da concessionária, perde-se, pelo menos, de 5 a 15% do valor do veículo. Para um carro zero-quilômetro de R$ 30.000,00, temos R$ 3.000,00. Ou seja, se você tentar vendê-lo nos próximos meses, é muito provável que consiga um valor próximo a R$ 26.500,00.
Além disso, mensalmente você tem gastos referentes ao veículo, tais como combustível, seguro, IPVA, manutenção do veículo. Ou seja, mais despesas!
O fluxo de caixa é uma importante ferramenta quando se fala em alfabetização financeira. É um conceito fundamental. E ele é simples. É toda essa relação entre Renda, Despesas, Ativos e Passivos.
Note a falha no pensamento de tantas pessoas: o erro é considerar que mais dinheiro irá resolver sua vida. Muitas vezes não é! Mais dinheiro nem sempre resolve o problema; de fato, pode até aumentá-lo. O dinheiro, muitas vezes, alimenta nossas falhas humanas. É por isso que, com freqüência, uma pessoa que tem um ganho súbito de dinheiro (um prêmio de loteria ou uma herança, por exemplo), volta rapidamente ao mesmo ponto ou pior, ao caos financeiro. O dinheiro só acentua o padrão de fluxo de caixa que você possui atualmente. É o que está em sua mente. Se seu padrão for gastar tudo que ganha, o mais provável é que um aumento de dinheiro disponível, apenas resulte em um aumento de despesas.
O livro Pai Rico, Pai Pobre cita ainda o exemplo de um casal recém-casados. Imagine só o cenário: dois vivendo, muitas vezes, com a despesa de um. Eles se concentram mais ainda em suas carreiras e suas rendas começam a aumentar..








Mas com o passar do tempo, suas despesas também.








Esses jovens que até então moravam de aluguel, decidem agora comprar um carro, prestação baixa, apenas R$ 600,00 por mês e ao mesmo tempo, financiam a prestação de um apartamento. Parece simples, o dinheiro que seria usado para pagar o aluguel, agora está sendo utilizado na prestação do apartamento. Claro.. é preciso também um carrinho, o conforto é maior.
Logo, de imediato, seu passivo também aumenta.








Juntamente com o padrão de vida novo, vem de imediato novas despesas: IPVA, Seguro do veículo, gastos com estacionamento, manutenção do veículo (troca de óleo, pastilhas de freio etc.), combustível, eventuais multas.. Isso só com o carro.
E com o passar dos anos.. o carro que valia R$ 20.000 passa a valer cada vez menos. “Mas fazer o quê!? Acontece com todo carro!”, eles dizem. O dinheirinho “investido” parece que diminui cada vez mais até porque o carro vai ficando mais velho. A família já não tem mais tanto tempo para zelar de seu bem.
Como já compraram seu cantinho para morar, adquiriram um apartamento de dois quartos. Claro, um é pro futuro filho. Uma casa maior logicamente, maiores despesas: Impostos, manutenção, água, luz, um móvel novo (já que a casa está muito vazia), uma pintura nova, etc. E o financiamento parece que nunca acaba..
“Ah, mas tem aquela promoção que está por vir”, eles pensam. Mas enquanto isso,











Não estranhe, a casa própria e o carro novo não são ativos! São passivos, tiram dinheiro do seu bolso! E geram mais despesa! No fim, o orçamento parece apertar cada vez mais.
O padrão de se considerar o imóvel residencial como investimento e a filosofia de que um aumento de salário significa que você pode comprar uma casa maior ou gastar mais é a base do atual endividamento da sociedade. Este processo de despesa crescente faz com que as famílias se endividem mais e tenham mais incerteza financeira, mesmo quando progridem no emprego e recebem aumentos salariais regulares. Esta é uma vida muito arriscada decorrente da precária instrução financeira.
Seus balanços não fecham. Estão atulhados de passivos, sem verdadeiros ativos para gerar renda. Em geral, sua única fonte de renda é o contracheque. Seu modo de vida depende totalmente do empregador. Trabalham apenas pelo dinheiro, mas sem fazer o dinheiro trabalhar por eles!
É simples, pense na família do exemplo. Trabalham, trabalham, trabalham e pagam, pagam e pagam! Não sobra dinheiro. Tem-se a falsa impressão de se estar “investindo”. “Mas é a vida né.. fazer o quê?”.
Agora pense numa família diferente, que mora de aluguel e  que possui um carro comprado com dois anos de uso. O valor de um bom aluguel não sai mais que R$ 800,00. Muito bom em comparação a prestação de um financiamento de R$ 1.101,00 — referente a um apartamento de R$ 100.000,00 (a 1% de juros mais inflação). O custo benefício sempre será melhor. Será possível poupar pelo menos, uns R$ 300,00 até R$ 700,00 por mês (dependendo do valor do aluguel que você conseguir).
Observe que o fluxo de caixa agora é assim:











É simples. O segundo casal possui dinheiro. E dinheiro para investir! Esse dinheiro gera mais renda (que é reinvestida). 
Se esse casal optar por continuar mantendo esse fluxo de caixa, note, é simples. A renda gerada pelos ativos aumentará cada vez mais. Observe que já se trata de uma segunda renda ou um segundo salário! Esse casal fez o dinheiro trabalhar para eles, gerando mais renda!
Enquanto esse processo continuar, eles estarão no caminho do enriquecimento. Quanto mais dinheiro for destinado para a coluna de ativos, mais esta crescerá. Quanto maior a coluna de ativos, maior o fluxo de caixa (resultado, dinheiro reinvestido). 
Observem duas demonstrações financeiras:












	PESSOA RICA				PESSSOA POBRE
A demonstração financeira de um rico reflete os resultados de uma vida dedicada ao investimento (aumento da coluna de ativos) e à minimização do passivo, além do controle das despesas!
Portanto, lembre-se:
Os ricos compram ativos e enriquecem cada vez mais.
Os pobres só tem despesas, sobrevivem mês a mês.
A classe média compra passivos pensando serem ativos. Logo, mês a mês, geram mais despesas. Ficando cada vez mais pobres.
ATIVO x PASSIVO

Dinheiro que sai todo mês

CARRO

CASA

 

AÇÕES

FUNDOS

TÍTULOS

- Carro

- Casa

- Poupança

Novas

Despesas

Dinheiro que sai

Mais investimento em ativos

Renda dos investimentos

- Carro

- Casa

Aumento da renda, pelo investimento em ativos

Aumento da coluna de ativos

Controle das despesas

Minimização dos passivos

Aumento das despesas

Investimento em passivos, pensando serem ativos

Dependência do Contra-cheque

Algum investimento na poupança