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Entenda o porquê de sua casa ser um passivo

Caixa de texto: Para que você se torne um milionário, uma atitude é extremamente necessária: mudança de pensamentos. E um deles se refere a sua casa. Uma pessoa rica entende perfeitamente que a sua casa é um passivo. Não se trata meramente de um investimento. Ela gera despesas. Uma pessoa pobre encontra na casa seu “principal ativo”, entende ela como seu principal investimento.













Isso acontece devido a uma questão cultural. Essa verdade inabalável se desenvolveu mais precisamente na época de alta inflacionária no Brasil.
Para você que não sabe o que é inflação, aí vai um exemplo: Lembre-se daquela época em que o Plano Real passou a vigorar. Com R$ 1,00 praticamente você comprava muita coisa. Dava para comer um cachorro quente, um churrasquinho, enfim. Compare. Quanto custam essas coisas hoje em dia? Provavelmente o dobro ou até o triplo. Isso acontece devido à taxa inflacionária.
A inflação pode ser entendida como a alta geral nos preços de mercado. Ela é divulgada em vários índices como IPCA, IGPM etc. No geral, a inflação faz você perder se deixar seu dinheiro parado. Imagine se você encontrasse aquele mesmo R$ 1,00 daquela época guardado em algum local da sua casa. Entende porque você perdeu dinheiro? Não é possível mais comprar as mesmas coisas.
Na época inflacionária, os valores do imóvel acompanhavam a taxa da inflação. Como essa era absurdamente elevada, os imóveis valorizavam bastante.
Pense numa maneira alternativa de encarar esse dogma popular, uma segunda perspectiva. Se você for comprar uma casa ou ainda, uma casa maior, não a encare como um ativo, mas como um passivo, já que esta vai tirar mais dinheiro do seu bolso.
Por maior que sejam as argumentações, muita gente talvez não concorde com essa    idéia, uma vez que um lar agradável é um fator emocional. E no que se refere a dinheiro, grandes emoções tendem a reduzir a inteligência financeira.
Aqui vão algumas argumentações.
Em relação a casas, destaca-se que em geral as pessoas passam boa parte de suas vidas pagando por uma moradia. Mas na verdade, pagam muito mais. Compra-se uma casa nova a cada tantos anos.
O valor dos imóveis nem sempre aumenta com todo esse vigor. E no geral, acompanham apenas a taxa inflacionária, sem grandes surpresas.
Com relação a imóveis residenciais e prestações, as pessoas se esquecem de que sempre, juntamente com aquela prestação do apartamento “que cabe no orçamento” surgem despesas novas, tais como IPTU, água, luz, telefone, móveis novos (isso porque “a casa está muito vazia”), manutenção, pintura. Logo, aquele gasto que parecia ser suportável, deixa a pessoa com o orçamento restrito e impossibilitado de poupar. Além do mais, os financiamentos possuem prestações intermediárias e prestações referentes a entrega das chaves que acabam por destruir qualquer planejamento financeiro.
As pessoas freqüentemente mantêm orçamentos acima do seu padrão de vida, acima do que seu orçamento pode suportar. Ao comprar um imóvel, esquecem que ao definir sua moradia, estão definindo seu padrão de vida, que muitas vezes é elevado demais para a renda da família.
As maiores perdas são das oportunidades não aproveitadas. Em economia, define-se esse conceito como Custo de oportunidade. Se todo seu dinheiro está comprometido com o imóvel onde você mora, você pode ser obrigado a trabalhar mais porque todo o seu dinheiro continua saindo na coluna das despesas (o padrão clássico do fluxo de caixa da classe média), em lugar de aumentar a coluna dos ativos. Se um jovem casal destinasse uma soma maior a aquisição de ativos, mais tarde teria maiores facilidades, especialmente estaria preparado para pagar os estudos superiores de seus filhos. Seus ativos teriam aumentado e estariam disponíveis para cobrir despesas. 
Como resultado desse contexto, ocorre sempre:
Perda de capital adicional, que poderia ter sido investido em vez de se ter pago as altas despesas de manutenção relacionadas diretamente ao imóvel residencial e a prestações de financiamento. 
Perdas na instrução. Com muita freqüência, os casais consideram seu imóvel residencial, as poupanças e o plano de aposentadoria como o total de sua coluna de ativos (possuem uma visão limitada). Como não têm dinheiro pára investir, eles simplesmente não investem. Isso lhes custa a experiência do investimento. Quase nunca conseguem tornar-se o que o mundo dos investimentos denomina um "investidor sofisticado". E os melhores investimentos são em geral oferecidos aos "investidores sofisticados" que, por sua vez, vendem-nos às pessoas que buscam a segurança.
Então da próxima vez que for pensar em adquirir sua casa própria ou adentrar um financiamento, pense bem. Lembre-se sempre, sua casa não é um ativo e sim um passivo.
Recorda-se da regra nº. 2 para riqueza?

 

Esse mito da casa própria é tão grande que o brasileiro identifica sua moradia como seu maior investimento e maior patrimônio. Passam inclusive essa cultura a seus filhos, ou seja, de geração em geração. Muitas vezes, fala-se até no sonho da casa própria, em “algo que é seu”. Ou seja, além de ser o maior investimento, chega a ser o maior sonho dos brasileiros. Uma família com casa própria é identificada como uma família estável economicamente.