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Comprar ou alugar?

Caixa de texto: Pense da seguinte forma, se hoje você recebesse de herança uma casa avaliada em R$ 100.000,00, qual é a melhor escolha: vendê-la ou alugá-la a terceiros?

Pense em duas opções:

Opção 1: se você vender casa e aplicar essa quantia em um bom fundo de investimento, a juros líquidos de 1% ao mês, receberá R$ 1.000,00 ao mês de renda.

Opção 2: se você optar por ficar com a casa e alugá-la, não receberá mais do que 0,8% do valor do imóvel, isto é, R$ 800,00 ao mês, sem contar a taxação do imposto de renda e os riscos de não receber o aluguel ou ter de arcar com os gastos de manutenção (e condomínio, no caso de apartamento) no período em que o imóvel permanecer vago.

A opção 1 é claramente melhor, sobretudo se considerarmos que existem alternativas mais rentáveis de investimento (acima de 1% ao mês) e que nem sempre se consegue alugar um imóvel a preços de mercado.

O raciocínio a ser utilizado na aquisição de um imóvel é o da outra parte na negociação. Se alugar é um péssimo negócio para os proprietá­rios, é um ótimo negócio para os inquilinos. Entre comprar uma casa à vista e alugar outra de mesmo valor, é melhor alugar. Em vez de desembolsar R$ 100.000,00, aplique esse valor e pague com sobra um aluguel de R$ 800,00, já que os juros dos investimentos serão de R$ 1.000,00. Se você encontrar um aluguel ainda mais barato, mais dinheiro será poupado.

E se você não tiver os R$ 100.000,00 para comprar à vista? Vale a pena entrar num financiamento?

Se, em vez de entrarem em um financiamento, optarem por alugar um imóvel de padrão idêntico (mesmo preço de venda), irão pagar R$ 800,00 (0,8% do valor do imóvel) por mês, na pior das hipóteses.

Vejamos:















Você deve estar se perguntando, “Mas o valor do aluguel não aumenta?”. Mas o valor da prestação também!

Essas regras são universais e serão válidas no Brasil enquanto perdurarem os juros elevados. Vocês devem estar se perguntando por que, então, seus parentes e amigos não fazem isso. A razão é simples: falta a disciplina de poupar quando se opta por uma situação financeiramente mais vantajosa.

Veja o que Gustavo Cerbasi desenvolve em seu livro Casais Inteligentes Enriquecem Juntos que:

“Outro argumento contra a moradia alugada é o da segurança: ‘Se eu perder o emprego, onde vou morar?’ Para mim, esse é um argumento sem nexo. O que fazer em situação de desemprego se todo o seu dinheiro está empatado na casa? Pior ainda se vocês estiverem pagando prestações dessa casa e correrem o risco de perdê-la. Se escolherem o caminho do aluguel + poupança, terão uma reserva formada caso ocorra uma emergência!”

“A conclusão que quero levar a vocês não é a de que sempre se deve alugar e nunca comprar. Pelo contrário. A decisão de compra será melhor depois de atingida a estabilidade financeira, profissional e familiar ou quando surgirem oportunidades de real investimento e vocês tiverem recursos para aplicar em algo que multiplique seu capital. Mas será um mau negócio quando os recursos poupados forem insuficientes para comprar uma casa e manter o padrão de vida da família.”

Vejo a "instabilidade" da situação do aluguel como uma vantagem. Por isso, prefiro dar a essa situação o nome de "flexibilidade". Para aqueles que estão nos primeiros anos de carreira, ainda consolidando sua formação profissional e seu currículo, existem grandes chances de mudança de emprego ou de local de trabalho. Em grandes cidades, morar próximo ao trabalho faz uma diferença enorme no orçamento. A economia é muito alta. Experimente.

Opção pelo aluguel de

R$ 800,00

Poupança de

R$ 301,09 mensais.

 

Rendimento de 1% ao mês

 

Depois de 13 anos

 

R$ 112.068,42

Depois de 20 anos

 

R$ 297.854,90

Para aquisição de um imóvel de

R$ 100.000,00

Prestação de

R$ 1.101,09

(juros de 1% ao mês)

Período de financiamento:

20 anos

Casa Própria

No valor de

R$ 100.000,00

Valor total pago:

R$ 264.261,6

Casa Própria

No valor de

R$ 200.000,00

(dinheiro para compra à vista)

Poupança:

R$ 97.854,90